Sempre fui folião, sempre estive presente em bailes de carnaval, desfiles de blocos e Escolas de Samba. O tempo passou e preferi fugir da folia, do tumulto e do caos que a cidade do Rio se transforma nesta época. Em 2012 decidi ficar em casa, não sair pra nada, acompanhar as notícias sem fazer parte delas. A única exceção foi minha participação na concentração da Banda do Tijuca, mas não desfilei. Neste mesmo dia, o filho de uma amiga minha foi atropelado enquanto se divertia na Banda de Ipanema, pelo facebook, vários amigos reclamaram de furtos e arrastões em outros blocos de rua espalhados pela cidade. Uma briga covarde foi filmada no Bloco da Preta e uma fotografia de um suposto ladrão rodou as redes sociais, no final descobriu-se que o ladrão era um policial militar. No primeiro final de semana de carnaval 171 blocos registrados animaram a população, minha filha menor quis ir para a praia de Ipanema curtir o sol e para não ficar preso no engarrafamento, o jeito foi ir de metrô. Caos total!
Uma cidade que não consegue organizar nem proteger seus cidadãos em festas populares não pode garantir nada em eventos internacionais como a Copa do Mundo de Futebol e pior, as Olímpíadas, onde se reunem várias copas do mundo numa única cidade. O Rock in Rio em 2011 já foi uma prévia do quanto a cidade é amadora em mega eventos, o festival de música só funcionou dos portões para dentro e mesmo assim de forma precária, do lado de fora cada um que se virasse com seus problemas.
Sorte dos governantes que os brasileiros foram criados e condicionados por dezenas de anos a serem gado. Vão seguindo a multidão e mesmo sofrendo, os sorrisos amarelos estão sempre estampados nos rostos remelentos. Que bom seria carnaval o ano inteiro, alienação total, assim ficaria mais fácil ser corrupto, pois o pão e o circo já estariam garantidos, o pão neste caso seria a cerveja geladinha, com cerveja e carnaval, o governo garantiria um povo submisso e ignorante, porém feliz.
Já virou tradição dizer que o ano no Brasil só começa após o carnaval, uma expressão que traduz o quanto esse povo está condicionado a ser preguiçoso e se contentar com festas para esconder a falta de estrutura de uma nação rica e que vive em ascenção, em desenvolvimento, mas que na hora de dividir o quinhão, a maioria não vê na prática que melhorias são essas da economia. Como um país que já tem extração de petróleo suficiente para suprir suas necessidades através de uma empresa que é a segunda maior do mundo neste segmento tem o preço do combustível 4 vezes maior do que países de primeiro mundo?
Ah mas é carnaval, deixa essa preocupação para o mês de março, escola, trabalho, dívidas, projetos, tudo começa a partir de março, inclusive as chuvas, que destruiram a região serrana e que até hoje vive em estado de alerta, pois nunca solucionam o problema da natureza. Será falta de dinheiro? Não, é falta de vergonha na cara, ainda bem que tem o carnaval...sorriso na cara e samba no pé.
Ronaldo Oliveira
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Soul Fighters Boxe Tijuca Tênis
O espaço de artes marciais Soul Fighters existe desde 2007 no Tijuca Tênis Clube e se tornou uma escola respeitada no estilo "Brazilian Jiujitsu". Os mestres e sócios Marcos Carvalho e Augusto "Tanquinho" Mendes formaram atletas que estão fazendo sucesso aonde quer que haja competição, inclusive os próprios sócios sempre estiveram envolvidos em grandes eventos como atletas (Marquinho foi vice campeão mundial e Tanquinho é o atual campeão mundial, cada um em sua categoria).
O dojô se expandiu e com ele cresceu a ideia de criar novas modalidades dentro do espaço. Em julho de 2011 Marquinhos me procurou e me convidou para dar aulas de boxe, mas só em dezembro foi formada a primeira turma. Além de mim, ele chamou um professor de Luta Greco-Romana e um de Karatê. Assim as quatro modalidades que são a base do MMA (Artes Marciais Misturadas) fazem parte de um projeto ousado de formação de atletas para esse tipo de campeonato.
As aulas de boxe começaram dia 01 de dezembro com uma aula exibição que contou com presenças ilustres do clube. O Vice-presidente de Esportes Terrestres João França, o Vice-presidente de Comunicação e Secretaria Paulo "Barral", o Administrador da TAG (Tijuca Academia de Ginástica) Luís e a jornalista Fátima Fiuza engrossaram a plateia. Dentro do dojô estavam os discípulos Marcelo "Balboa", Paulo "Pose", Bruno Vidal, Núbia Vidal, Aline Chocolate e Reinaldo "Joelho". No final da aula abrimos uma champanhe rosê e brindamos o projeto que estava começando.
Em fevereiro, além das turmas da manhã o horário noturno será invadido pelas luvas de couro, a partir do dia 01 de fevereiro (quarta) as aulas de boxe também serão realizadas no horário das 20 às 21 horas todas as segundas e quartas. Atualmente o horário das aulas matutinas é dividido em três turmas - das 08:30 às 09:30, das 09:30 às 10:30 e das 10:30 às 11:30 de segunda a quinta.
Venha obter uma vida mais saudável, ou venha se tornar um atleta, o que interessa é não ficar parado, não importa sua idade, estamos abertos a alunos de 8 a 88 anos sem restrição de tamanho ou peso. Venha ser feliz, junte-se a essa equipe vencedora!
O dojô se expandiu e com ele cresceu a ideia de criar novas modalidades dentro do espaço. Em julho de 2011 Marquinhos me procurou e me convidou para dar aulas de boxe, mas só em dezembro foi formada a primeira turma. Além de mim, ele chamou um professor de Luta Greco-Romana e um de Karatê. Assim as quatro modalidades que são a base do MMA (Artes Marciais Misturadas) fazem parte de um projeto ousado de formação de atletas para esse tipo de campeonato.
As aulas de boxe começaram dia 01 de dezembro com uma aula exibição que contou com presenças ilustres do clube. O Vice-presidente de Esportes Terrestres João França, o Vice-presidente de Comunicação e Secretaria Paulo "Barral", o Administrador da TAG (Tijuca Academia de Ginástica) Luís e a jornalista Fátima Fiuza engrossaram a plateia. Dentro do dojô estavam os discípulos Marcelo "Balboa", Paulo "Pose", Bruno Vidal, Núbia Vidal, Aline Chocolate e Reinaldo "Joelho". No final da aula abrimos uma champanhe rosê e brindamos o projeto que estava começando.Venha obter uma vida mais saudável, ou venha se tornar um atleta, o que interessa é não ficar parado, não importa sua idade, estamos abertos a alunos de 8 a 88 anos sem restrição de tamanho ou peso. Venha ser feliz, junte-se a essa equipe vencedora!
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Balanço do ano
O ano de 2011 começou com festa. Passei o reveillon em Iguaba ao lado dos meus pais e com minha família reunida descalços na areia. No mesmo mês viajei para a Disney e curti todos os parques com as filhonas. Meu trabalho no Tijuca Tênis Clube ganhou espaço e fui aos poucos me fazendo enxergar.
Carnaval em casa e o ano letivo teve início. Minhas aulas de web e Design no IBPI continuaram e ganhei um estagiário para monitorar os projetos propostos aos alunos. Mais sites foram incorporados ao meu currículo e mais clientes satisfeitos indicaram outros mais. Decidi criar meu próprio site http://www.oraculomidia.com.br/ e novas parcerias continuaram surgindo e dando frutos. Trabalhei com meu velho amigo Clementino e minha sócia Fátima na Bienal do Livro no Riocentro numa oficina de pixilation, monitorei mais uma oficina de pixilation no projeto "Arte móvel" no SESC de Petrópolis ao lado do Bruno e depois outra oficina de pixilation com Clementino durante o Festival Curta Cinema. Um novo curta dos alunos do IBPI foi animado "3 porquinhos e o Lobo", o mascote do Tijuca Tênis Clube foi repaginado e relançado por mim, outros mascotes foram criados para outros clientes, inclusive para o carnaval de 2012 e as tirinhas do Ronaldão estão fazendo sucesso na web.
Participei do Festival Anima-São de São Gonçalo, fui no Animamundi com as crianças apenas para me divertir pela primeira vez na vida e dei palestra sobre animação na UFRJ (EBA).
Mestre Marcos Carvalho da Soul Fighters me contratou para dar aulas de boxe no espaço de artes marciais dele, está sendo uma experiência maravilhosa e saudável. A ceia de natal será mais uma vez aqui em casa e estou preparando um menu especial.
Minha perspectiva para 2012 é a melhor possível, mais sites, mais tirinhas, mais mascotes, mais animações, mais boxe e mais saúde. Devo ilustrar dois livros, um infantil - Smoog o duende da sorte e outro mais adulto de uma autora muito querida Anna Mírian. É ano de eleição e devo trabalhar em campanhas políticas, haverá mais aulas e mais festivais. Ainda vou viajar porque niguém é de ferro.
Por tudo isso desejo a todos muitas felicidades e perseverança, muita saúde para conseguir alcançar os objetivos e obter sucesso, que assim seja!
Carnaval em casa e o ano letivo teve início. Minhas aulas de web e Design no IBPI continuaram e ganhei um estagiário para monitorar os projetos propostos aos alunos. Mais sites foram incorporados ao meu currículo e mais clientes satisfeitos indicaram outros mais. Decidi criar meu próprio site http://www.oraculomidia.com.br/ e novas parcerias continuaram surgindo e dando frutos. Trabalhei com meu velho amigo Clementino e minha sócia Fátima na Bienal do Livro no Riocentro numa oficina de pixilation, monitorei mais uma oficina de pixilation no projeto "Arte móvel" no SESC de Petrópolis ao lado do Bruno e depois outra oficina de pixilation com Clementino durante o Festival Curta Cinema. Um novo curta dos alunos do IBPI foi animado "3 porquinhos e o Lobo", o mascote do Tijuca Tênis Clube foi repaginado e relançado por mim, outros mascotes foram criados para outros clientes, inclusive para o carnaval de 2012 e as tirinhas do Ronaldão estão fazendo sucesso na web.
Participei do Festival Anima-São de São Gonçalo, fui no Animamundi com as crianças apenas para me divertir pela primeira vez na vida e dei palestra sobre animação na UFRJ (EBA).
Mestre Marcos Carvalho da Soul Fighters me contratou para dar aulas de boxe no espaço de artes marciais dele, está sendo uma experiência maravilhosa e saudável. A ceia de natal será mais uma vez aqui em casa e estou preparando um menu especial.
Minha perspectiva para 2012 é a melhor possível, mais sites, mais tirinhas, mais mascotes, mais animações, mais boxe e mais saúde. Devo ilustrar dois livros, um infantil - Smoog o duende da sorte e outro mais adulto de uma autora muito querida Anna Mírian. É ano de eleição e devo trabalhar em campanhas políticas, haverá mais aulas e mais festivais. Ainda vou viajar porque niguém é de ferro.
Por tudo isso desejo a todos muitas felicidades e perseverança, muita saúde para conseguir alcançar os objetivos e obter sucesso, que assim seja!
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Pixilation na veia
Neste ano fui contratado ao lado do meu fiel amigo Clementino para oferecer uma oficina de "pixilation" aos alunos da rede pública que foram convidados para assistirem as sessões infantis do 21º Festival Internacional de Curtas Metragem "Curta Cinema". Antes das sessões escolhemos algumas crianças no meio das centenas que compareceram ao evento e criamos alguns filmes animados com elas. Após a sessão, o filme produzido anteriormente é exibido para delírio da plateia.
A apresentadora Larissa subia no palco e chamava as crianças pré-selecionadas pela produção em conjunto com as professoras. Me apresentava como o diretor (animador) e Clementino como o editor (montador). Essa dupla fez sucesso pela primeira vez em 2000 durante o Animamundi São Paulo, na época, no Museu de Imagem e Som (MIS). Depois estivemos juntos em 2004 no Rio e no ano de 2008, no Rio, em Belém e em São Paulo, também pelo Animamundi. Em 2011 participamos com a mesma oficina na Bienal do Livro no RioCentro. Fora os filmes que criamos juntos usando esta técnica: Pixilation Dragon (2004), Pixilation Vampire (2006) e 7 Kptais (2007).
Novos eventos estão por vir e estaremos prontos a animar quem quer que seja.
A apresentadora Larissa subia no palco e chamava as crianças pré-selecionadas pela produção em conjunto com as professoras. Me apresentava como o diretor (animador) e Clementino como o editor (montador). Essa dupla fez sucesso pela primeira vez em 2000 durante o Animamundi São Paulo, na época, no Museu de Imagem e Som (MIS). Depois estivemos juntos em 2004 no Rio e no ano de 2008, no Rio, em Belém e em São Paulo, também pelo Animamundi. Em 2011 participamos com a mesma oficina na Bienal do Livro no RioCentro. Fora os filmes que criamos juntos usando esta técnica: Pixilation Dragon (2004), Pixilation Vampire (2006) e 7 Kptais (2007).
Novos eventos estão por vir e estaremos prontos a animar quem quer que seja.
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Pixilation na Serra
Fui convidado para fazer uma oficina de pixilation num projeto interessante capitaniado pelo artista plástico Byron Mendes. O nome do projeto é "Arte Móvel" e consiste em levar qualquer tipo de manifestação artística a lugares que não possuem acesso através de um caminhão baú que tem toda a infraestrutura para a aplicação das oficinas.
Desta vez o caminhão estacionou dentro do SESC de Nogueira, destrito de Petrópolis, e para meu espanto, foi o mesmo SESC que tempos atrás comemorei meu aniversário de 15 anos, faz tempo, mas o lugar continua lindo.
Na oficina de pixilation uma nova dupla de animação se formou, eu e Bruno Edde (amigo de longa data do Animamundi). Fizemos os vídeos com duas escolas municipais no primeiro dia e depois com os hóspedes do hotel que fica dentro do SESC. O resultado pode ser conferido no canal do evento: http://youtube.com/artemovel/
Fora o trabalho, que sempre me faz bem, outra coisa boa foi conhecer pessoas tão bacanas. Eu e Bruno ficamos hospedados na casa de uma artista local chamada Marília Morelli (uma italo-germânica com dotes culinários de outro planeta). Na primeira noite, fomos recebidos com uma sopa, só para desintoxicar. Na manhã seguinte tomamos um café reforçado e almoçamos no restaurante do hotel do SESC, mas na janta, Marília nos ofertou um fettuccine com molho de fungi, uvas, vinho branco e frango, muito bem acompanhado com um vinho tinto semi-seco chileno. Na manhã seguinte comemos strudel de banana com queijo e outro de frango, almoçamos no hotel e na volta pra casa fomos presenteados com o strudel tradicional alemão, de maçã. Ainda bem que foram só dois dias de trabalho, senão nossa volta seria rolando pela serra até o Rio.
O mais importante foi a semente que plantamos para futuros projetos. Byron está fechando novos contatos para darmos continuidade, Bruno está escrevendo um roteiro para um possível curta usando a técnica e Marília nos deu o CD com todas as receitas alemãs que ela canta em seu programa de TV (local).
Até a próxima.
Desta vez o caminhão estacionou dentro do SESC de Nogueira, destrito de Petrópolis, e para meu espanto, foi o mesmo SESC que tempos atrás comemorei meu aniversário de 15 anos, faz tempo, mas o lugar continua lindo.
Na oficina de pixilation uma nova dupla de animação se formou, eu e Bruno Edde (amigo de longa data do Animamundi). Fizemos os vídeos com duas escolas municipais no primeiro dia e depois com os hóspedes do hotel que fica dentro do SESC. O resultado pode ser conferido no canal do evento: http://youtube.com/artemovel/
Fora o trabalho, que sempre me faz bem, outra coisa boa foi conhecer pessoas tão bacanas. Eu e Bruno ficamos hospedados na casa de uma artista local chamada Marília Morelli (uma italo-germânica com dotes culinários de outro planeta). Na primeira noite, fomos recebidos com uma sopa, só para desintoxicar. Na manhã seguinte tomamos um café reforçado e almoçamos no restaurante do hotel do SESC, mas na janta, Marília nos ofertou um fettuccine com molho de fungi, uvas, vinho branco e frango, muito bem acompanhado com um vinho tinto semi-seco chileno. Na manhã seguinte comemos strudel de banana com queijo e outro de frango, almoçamos no hotel e na volta pra casa fomos presenteados com o strudel tradicional alemão, de maçã. Ainda bem que foram só dois dias de trabalho, senão nossa volta seria rolando pela serra até o Rio.
O mais importante foi a semente que plantamos para futuros projetos. Byron está fechando novos contatos para darmos continuidade, Bruno está escrevendo um roteiro para um possível curta usando a técnica e Marília nos deu o CD com todas as receitas alemãs que ela canta em seu programa de TV (local).
Até a próxima.
sábado, 15 de outubro de 2011
Minha primeira cirurgia...que seja a última
Todo ano eu faço exames de rotina (sangue, urina, pressão, etc) para averiguar minha condição de saúde. Todo ano fico feliz em saber que estou saudável. Esse ano aumentei meu condicionamento físico com aulas de kickboxe ministradas por mim mesmo e fui mais confiante para realizar os exames, os resultados foram ótimos, mas minha filha detectou um caroço nas minhas costas e perguntei ao doutor o que poderia ser. Ele me disse que não era nada demais, um cisto (tumor benigno epidérmico) do tamanho de um caroço de azeitona tinha surgido, ele me encaminhou para um especialista. O cirurgião especialista em tumores analisou o caso como "muito simples" e disse que eu poderia adiar a cirurgia para dezembro, pois o caroço estava muito pequeno e não me incomodava.
Eu continuei com minha vidinha pensando se operava ou não um pequeno carocinho que nem me incomodava. Pois bem, em uma semana, o caroço de azeitona ficou do tamanho de um limão galego, a cor da pele mudou (ficou roxa e vermelha) e passou a doer bastante. Retornei ao especialista que reavaliou o pequeno tumor e me encaminhou para outro cirurgião. O novo médico, que também é jovem, disse que não poderia operar o tal tumor porque estava muito infeccionado e a anestesia poderia não funcionar direito. Me receitou duas caixas de antibióticos e marcou a cirurgia para uma semana após a consulta.
Eu sou inexperiente em casos médicos, sempre fui muito saudável e só uso meu plano de saúde para fazer exames de rotina e consultas esporádicas. Mas quando precisei da autorização para a cirurgia, meu plano demorou 13 dias para liberar, mesmo assim porque apelei para minha irmã que trabalha na área de saúde e que intercedeu a meu favor.
Duas caixas de antibióticos depois, o tal tumor explodiu e saiu uma secreção fedorenta, passei a usar curativo para que nenhuma impureza entrasse pelo buraco que se formou em minhas costas. Segui para o setor de internação do Hospital Evangélico e fiquei aguardando na enfermaria. O cirugião apareceu para uma última avaliação, ele me assegurou que o tumor tinha regredido e que o procedimento seria muito rápido. Uma enfermeira me deu um roupão, com meias e touca para eu usar e me levou ao centro cirúrgico. Lá, outra enfermeira disse que eu precisaria ficar totalmente nu para ser operado, eu argumentei que minha cirurgia era nas costas, na altura do omoplata esquerdo. Ela saiu e confirmou com o médico que ele utilizaria um bisturi elétrico, me obrigando a estar nu (não sei por que). Uma terceira enfermeira entrou na sala e disse que estava ali para tirar minha cueca, parece cômico, mas ela tirou minha cueca, dobrou e me mostrou que estava guardando a roupa perto de mim (como se alguém fosse roubar minha cueca usada).
O médico foi atencioso e conversava comigo o tempo todo. "Vou raspar suas costas na altura do dorso pois você é peludo", "Vou passar um anticéptico que deve arder um pouco", "Estou aplicando anestesia, você deve sentir a picada e depois um incômodo por causa do líquido analgésico", "agora estou cortando sua pele"...a partir daí eu não sabia mais o que responder além de "tudo bem". Foi quando o médico começou a falar com a enfermeira que eu tava sangrando muito e que meu tumor continuava com um processo inflamatório, por isso ele precisava queimar o local para estancar o sangramento e drenar a secreção. Pois bem, senti um dor muito aguda e ficava imaginando "Mas que porra de anestesia é essa??? Vou ficar na minha porque deve ser assim mesmo quando se opera com anestesia local."
No final, quando o médico foi dar os pontos me perguntou se estava tudo bem, eu respondi que tirando a dor filha da puta que eu tava sentindo o resto tava bom demais. Ele ficou assustado com a resposta e disse que eu tinha que avisá-lo sobre a dor para que ele aplicasse mais medicamento, mas já era tarde, eu só queria sair correndo dali. No mais, a operaçõ foi um sucesso e no mesmo dia fui na festa dos prefessores comer pizza até vomitar e voltar feliz pra casa.
Eu continuei com minha vidinha pensando se operava ou não um pequeno carocinho que nem me incomodava. Pois bem, em uma semana, o caroço de azeitona ficou do tamanho de um limão galego, a cor da pele mudou (ficou roxa e vermelha) e passou a doer bastante. Retornei ao especialista que reavaliou o pequeno tumor e me encaminhou para outro cirurgião. O novo médico, que também é jovem, disse que não poderia operar o tal tumor porque estava muito infeccionado e a anestesia poderia não funcionar direito. Me receitou duas caixas de antibióticos e marcou a cirurgia para uma semana após a consulta.
Eu sou inexperiente em casos médicos, sempre fui muito saudável e só uso meu plano de saúde para fazer exames de rotina e consultas esporádicas. Mas quando precisei da autorização para a cirurgia, meu plano demorou 13 dias para liberar, mesmo assim porque apelei para minha irmã que trabalha na área de saúde e que intercedeu a meu favor.
Duas caixas de antibióticos depois, o tal tumor explodiu e saiu uma secreção fedorenta, passei a usar curativo para que nenhuma impureza entrasse pelo buraco que se formou em minhas costas. Segui para o setor de internação do Hospital Evangélico e fiquei aguardando na enfermaria. O cirugião apareceu para uma última avaliação, ele me assegurou que o tumor tinha regredido e que o procedimento seria muito rápido. Uma enfermeira me deu um roupão, com meias e touca para eu usar e me levou ao centro cirúrgico. Lá, outra enfermeira disse que eu precisaria ficar totalmente nu para ser operado, eu argumentei que minha cirurgia era nas costas, na altura do omoplata esquerdo. Ela saiu e confirmou com o médico que ele utilizaria um bisturi elétrico, me obrigando a estar nu (não sei por que). Uma terceira enfermeira entrou na sala e disse que estava ali para tirar minha cueca, parece cômico, mas ela tirou minha cueca, dobrou e me mostrou que estava guardando a roupa perto de mim (como se alguém fosse roubar minha cueca usada).
O médico foi atencioso e conversava comigo o tempo todo. "Vou raspar suas costas na altura do dorso pois você é peludo", "Vou passar um anticéptico que deve arder um pouco", "Estou aplicando anestesia, você deve sentir a picada e depois um incômodo por causa do líquido analgésico", "agora estou cortando sua pele"...a partir daí eu não sabia mais o que responder além de "tudo bem". Foi quando o médico começou a falar com a enfermeira que eu tava sangrando muito e que meu tumor continuava com um processo inflamatório, por isso ele precisava queimar o local para estancar o sangramento e drenar a secreção. Pois bem, senti um dor muito aguda e ficava imaginando "Mas que porra de anestesia é essa??? Vou ficar na minha porque deve ser assim mesmo quando se opera com anestesia local."
No final, quando o médico foi dar os pontos me perguntou se estava tudo bem, eu respondi que tirando a dor filha da puta que eu tava sentindo o resto tava bom demais. Ele ficou assustado com a resposta e disse que eu tinha que avisá-lo sobre a dor para que ele aplicasse mais medicamento, mas já era tarde, eu só queria sair correndo dali. No mais, a operaçõ foi um sucesso e no mesmo dia fui na festa dos prefessores comer pizza até vomitar e voltar feliz pra casa.
sábado, 24 de setembro de 2011
Rock in Rio, eu fui....25 anos atrás
Em 1985 foi criado o até então, maior festival de música do mundo, seria o "Rock in Rio - 90 horas de música e paz" dizia o slogan. Os ingressos estavam todos esgotados, muita chuva e lama no primeiro dia, eu fui com minha vizinha no último dia, ela estava com 14 anos e eu 16. Chegamos antes de todo mundo num ônibus especial para a cidade do rock. Lá subornamos os seguranças por módicos 28 Reais (não lembro a moeda da época). Eles mandaram a gente entrar pela entrada de serviço e fomos correndo para a cara do palco. Eram 11 horas da manhã e os portões só abririam às 12. O pessoal do grupo de rock progressivo YES estava passando som e fazendo os útimos ajustes, eles ficaram responsáveis de encerrar o evento.
Naquele mesmo dia pude ver Barão Vermelho com Cazuza nos vocais, Gilberto Gil com seu filho falecido na bateria, Blitz com Fernanda Abreu de backing vocal e Evandro Mesquita mandando ver na performance teatral do grupo, vi Erasmo Carlos que tinha sido expulso do palco na noite anterior dedicada ao metal. Também assisti às atrações internacionais, B52's no auge no new wave, Nina Hagen com sua voz esganiçada e o ápice do encerramento, o grupo YES com seus teclados e solos de 7 minutos por música.
Voltamos extasiados, fedendo a álcool e maconha, numa mistura bombástica de odores e sensações, mas valeu muito a pena.
Em 1991 o Rock in Rio foi deslocado para o Maracanã. Dessa vez consegui ir em 3 dos 10 dias de festival, sendo que apenas um dia eu comprei ingresso, o dia do Guns and Rose, até então a maior banda da época. O evento ficou marcado pelas brigas de bandaas brasileiras que se recusaram a entrar no palco nas vésperas do show. O Barão Vermelho se sentiu desprestigiado e abandonou o evento, logo foi substituido pelo Hanoi Hanoi do Arnaldo Brandão, que mandou muito bem apesar das vaias da galera que queria ver o Barão em ação. Vi Titãs ainda com Arnaldo Antunes, Nando Reis e Marcelo Fromer (falecido), pude acompanhar a grande surpresa da noite "Faith no more" com um Mat Paton alucinado no palco, vi o Aha e fechando a noite Guns and Roses com Axl magrinho e Slash na guitarra, o único desfalque era o baterista que fora expulso do grupo por causa de sua dependência em drogas, meses depois o baixista foi mandado embora pelo mesmo motivo e o Slash seguiu o mesmo rumo por desavenças pessoais com Axl.
Retornei pra ver o Prince atrasar duas horas por causa do palco e pude ver o Alceu Valença encerrar a noite pois se recusava a abrir pro Prince sem passar o som, mesmo com essas brigas todas eu curti muito. Mais cedo pude ver o Serguei grunhindo no microfone e pulando no meio da galera. O último dia foi encerrado por um carismático George Michael.
Em 2001 a cidade do rock foi reconstruída em seu local original, ao lado do Riocentro e lá fui eu de novo, ganhei ingressos gratuitos para a noite teen, com Moraes Moreira, Aaron Carter, Sandy e Junior ainda juntos, Britney Spears ainda careta, Five e Nsync com Justin Timberlake arrebentando nos vocais. Mais cedo pudemos ir na tenda eletrônica, no palco de econtros inusitados, tipo coral da igreja negra americana com tambores da África e no outro lado, um outro palco com brazucas mandando ver, Supla fez um show muito alto astral e também teve LSJack no seu auge. Dessa vez eu estava acompanhado da minha esposa que nunca tinha ido a nenhum festival similar, no meio do show do Moraes Moreira, acabei me envolvendo numa briga violenta que nos aproximou mais do palco. Mas durante o bis da Britney minha mulher não resistiu e desmaiou, muito calor e música ruim.
Em 2001 além dos palcos alternativos e da tenda eletrônica também tinha um shopping que imitava ruas famosas, ficamos por lá e compramos um binóculos pra poder ver o resto do show. Na volta enferntamos o caos dos ônibus especiais e ainda retornei pra ver o Red hot chilly pepers encerrar o festival. Foi um dos piores shows que vi, o som estava péssimo e a banda bem desafinada, o vocalista perdido e doidão cagou pros fãs que não entendiam qual música estava sendo executada, não dava pra entender nada, pior do que o Red Hot no Rock in Rio só mesmo o Nirvana no Hollywood Rock.
Em 2011 não consegui ingresso nem credencial para ir no evento, porém a tecnologia evoluiu muito e pude acompanhar tanto pela internet quanto pela TV (multishow) todos os artistas que se apresentaram, pude ver Sandra de Sá e Bebel Gilberto num show lesbian chic em homenagem ao Cazuza, pude ver Ed Motta soltando o vozerão com o Andreas Kisser na guitarra, ver Milton nascimento destruir um dos clássicos do Queen "love of my life", o encontro de Titãs e Paralamas do Sucesso sempre competentes, Maria Gadu totalmente dispensável do show, vi uma Claudia Leitte se esforçando ao máximo pra agradar a galera, até com um figurino que a Rihana morreu de inveja.
Durante o show da Katy Perry e do Elton John eu tava de VIP no camarote do Tijuca Tênis Clube vendo o show da banda Celebrare. Por isso não vou tecer comentários. Mas cheguei a tempo de ver a Rihana que seguindo o exemplo de Prince em 1991, atrasou horrores mas pelo menos desfilou seu repertório cheio de sucessos radiofônicos e mostrou que é bem mais gostosa do que o Prince.
Vi de um camarote dos mais confortáveis, minha cama, numa tela de 50 polegadas que me fez reparar em detalhes da cantora que em nenhum clipe que ela fez eu pude reparar. Mas valeu a pena pra quem foi ou ficou em casa, o que interessa é ser feliz.
Naquele mesmo dia pude ver Barão Vermelho com Cazuza nos vocais, Gilberto Gil com seu filho falecido na bateria, Blitz com Fernanda Abreu de backing vocal e Evandro Mesquita mandando ver na performance teatral do grupo, vi Erasmo Carlos que tinha sido expulso do palco na noite anterior dedicada ao metal. Também assisti às atrações internacionais, B52's no auge no new wave, Nina Hagen com sua voz esganiçada e o ápice do encerramento, o grupo YES com seus teclados e solos de 7 minutos por música.
Voltamos extasiados, fedendo a álcool e maconha, numa mistura bombástica de odores e sensações, mas valeu muito a pena.
Em 1991 o Rock in Rio foi deslocado para o Maracanã. Dessa vez consegui ir em 3 dos 10 dias de festival, sendo que apenas um dia eu comprei ingresso, o dia do Guns and Rose, até então a maior banda da época. O evento ficou marcado pelas brigas de bandaas brasileiras que se recusaram a entrar no palco nas vésperas do show. O Barão Vermelho se sentiu desprestigiado e abandonou o evento, logo foi substituido pelo Hanoi Hanoi do Arnaldo Brandão, que mandou muito bem apesar das vaias da galera que queria ver o Barão em ação. Vi Titãs ainda com Arnaldo Antunes, Nando Reis e Marcelo Fromer (falecido), pude acompanhar a grande surpresa da noite "Faith no more" com um Mat Paton alucinado no palco, vi o Aha e fechando a noite Guns and Roses com Axl magrinho e Slash na guitarra, o único desfalque era o baterista que fora expulso do grupo por causa de sua dependência em drogas, meses depois o baixista foi mandado embora pelo mesmo motivo e o Slash seguiu o mesmo rumo por desavenças pessoais com Axl.
Retornei pra ver o Prince atrasar duas horas por causa do palco e pude ver o Alceu Valença encerrar a noite pois se recusava a abrir pro Prince sem passar o som, mesmo com essas brigas todas eu curti muito. Mais cedo pude ver o Serguei grunhindo no microfone e pulando no meio da galera. O último dia foi encerrado por um carismático George Michael.
Em 2001 a cidade do rock foi reconstruída em seu local original, ao lado do Riocentro e lá fui eu de novo, ganhei ingressos gratuitos para a noite teen, com Moraes Moreira, Aaron Carter, Sandy e Junior ainda juntos, Britney Spears ainda careta, Five e Nsync com Justin Timberlake arrebentando nos vocais. Mais cedo pudemos ir na tenda eletrônica, no palco de econtros inusitados, tipo coral da igreja negra americana com tambores da África e no outro lado, um outro palco com brazucas mandando ver, Supla fez um show muito alto astral e também teve LSJack no seu auge. Dessa vez eu estava acompanhado da minha esposa que nunca tinha ido a nenhum festival similar, no meio do show do Moraes Moreira, acabei me envolvendo numa briga violenta que nos aproximou mais do palco. Mas durante o bis da Britney minha mulher não resistiu e desmaiou, muito calor e música ruim.
Em 2001 além dos palcos alternativos e da tenda eletrônica também tinha um shopping que imitava ruas famosas, ficamos por lá e compramos um binóculos pra poder ver o resto do show. Na volta enferntamos o caos dos ônibus especiais e ainda retornei pra ver o Red hot chilly pepers encerrar o festival. Foi um dos piores shows que vi, o som estava péssimo e a banda bem desafinada, o vocalista perdido e doidão cagou pros fãs que não entendiam qual música estava sendo executada, não dava pra entender nada, pior do que o Red Hot no Rock in Rio só mesmo o Nirvana no Hollywood Rock.
Em 2011 não consegui ingresso nem credencial para ir no evento, porém a tecnologia evoluiu muito e pude acompanhar tanto pela internet quanto pela TV (multishow) todos os artistas que se apresentaram, pude ver Sandra de Sá e Bebel Gilberto num show lesbian chic em homenagem ao Cazuza, pude ver Ed Motta soltando o vozerão com o Andreas Kisser na guitarra, ver Milton nascimento destruir um dos clássicos do Queen "love of my life", o encontro de Titãs e Paralamas do Sucesso sempre competentes, Maria Gadu totalmente dispensável do show, vi uma Claudia Leitte se esforçando ao máximo pra agradar a galera, até com um figurino que a Rihana morreu de inveja.
Durante o show da Katy Perry e do Elton John eu tava de VIP no camarote do Tijuca Tênis Clube vendo o show da banda Celebrare. Por isso não vou tecer comentários. Mas cheguei a tempo de ver a Rihana que seguindo o exemplo de Prince em 1991, atrasou horrores mas pelo menos desfilou seu repertório cheio de sucessos radiofônicos e mostrou que é bem mais gostosa do que o Prince.
Vi de um camarote dos mais confortáveis, minha cama, numa tela de 50 polegadas que me fez reparar em detalhes da cantora que em nenhum clipe que ela fez eu pude reparar. Mas valeu a pena pra quem foi ou ficou em casa, o que interessa é ser feliz.
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